Educação financeira pelo AMOR ou pela DOR

Educação financeira pelo amor ou pela dor. Pela experiência que eu tenho aqui com os meus clientes, as pessoas só decidem buscar ajuda quando já estão no fundo do poço e não porque entendem a importância daquilo e querem melhorar algo. Você também é assim? Vem que vamos falar sobre isso.
As pessoas só decidem fazer algo por 2 motivos, pelo amor ou pela dor. E um deles muito mais que o outro, eu acho que você também já deve ter percebido isso. Uma pessoa só decide começar fazer atividade física se já tiver descoberto uma doença, ou se o médico disser que ela precisa fazer se não vai adoecer, se o colesterol tiver nas alturas ou algum outro exame. E não porque ela entende que atividade física é algo que precisa fazer parte da rotina, que não faz bem só pra saúde física, mas também pra saúde mental.
A mesma coisa com dieta, a pessoa só decide se reeducar na alimentação, fazer uma dieta se a saúde já tiver pedindo socorro, e não porque ela entende que se alimentar de forma saudável vai te trazer mais longevidade, mais disposição. A pessoa só decide se desenvolver, fazer um curso, se especializar no trabalho se o chefe chegar e der um feedback muito negativo, se ela sentir que vai ser mandada embora, e não porque ela entende que se desenvolver no trabalho vai ser bom pra ela também no pessoal, vai te engrandecer com conhecimento. E assim é em qualquer área da vida, então nas finanças não é diferente, acontece da mesma forma.
Pelas experiências que eu tenho aqui, as pessoas só procuram ajuda quando já estão no fundo do poço, quando as coisas já saíram muito do controle, quando as dívidas já estão nas alturas, quando já não estão conseguindo mais pagar as dívidas, quando já não estão mais conseguindo arcar com as despesas básicas do dia a dia, quando já estão preocupadas, ansiosas de ficarem pensando nisso o dia todo, no trabalho, quando já não estão conseguindo dormir pensando nas finanças. Ontem mesmo uma pessoa me procurou e disse o seguinte “Kelly eu estava no carro conversando com minha filha e eu disse, nós precisamos mudar nossa realidade financeira, eu não estou aguentando mais”.
E eu escuto isso muito, vários clientes que me procuraram disseram, “Ah se eu tivesse te procurado a 1 ano atrás”, teve uma recente que me procurou, ela disse que já estava com meu contato a mais ou menos 1 ano, que um amigo dela que é meu cliente já tinha me indicado e ela estava tentando se organizar pra me procurar. Foi quando ela viu que realmente não ia ter como, levantou a mão e pediu ajuda. Aqui está o primeiro ponto, a partir do momento que a pessoa começa a embolar, ela acredita que as coisas uma hora vão voltar a se ajeitar, “daqui a pouco tudo se ajeita”, com o tempo ou alguma coisa aleatória vai acontecer.
Essa cliente que citei teoricamente ainda procurou ajuda rápido, 1 ano, porque eu já tive relatos de clientes que ficaram nesse emaranhado nas finanças 5 anos, 10 anos. E aí a tendência quanto mais tempo, pior vai ficando, mais fundo a pessoa vai cavando. Mas de qualquer forma ainda bem que procuraram, que ficaram sabendo que tem ajuda, que tem solução, porque infelizmente a gente sabe que muitos não tiveram essa oportunidade.
Você já deve ter ouvido a expressão “ou vai no amor ou vai pela dor”, por que temos que escolher na maioria das vezes ir pela dor, esperar chegar no fundo do poço pra tentar subir. Por que temos que esperar chegar numa situação onde as minhas duas únicas opções sejam fazer ou fazer. Mesmo a situação estando super crítica tem solução, tem como sair, só que vai ser muito mais doloroso, não é qualquer dorzinha, eu até falo, vai doer, vai doer muito, mas é pra nunca mais doer. Tem como resolver, mas até pra resolver vai ser doloroso.
A consciência que eu quero te trazer aqui é essa, por que que a gente precisa chegar nesse ponto pra procurar ajuda, por que a gente não levanta a mão antes. Por que a gente não procura a educação financeira sabendo que isso hoje é algo importantíssimo, eu falo que educação financeira não é só um conhecimento a mais que precisamos, eu considero que é algo essencial na nossa vida, lidar com o dinheiro impacta toda a nossa vida, o nosso emocional.
Por que a gente só procura a educação financeira quando já tem um problema e não por que quer melhorar a vida financeira, entende o que está perdendo por não ter educação financeira, o que está deixando de viver, de ter acesso, de ter oportunidades por não ter educação financeira. Vamos começar a fazer essas reflexões, fazer o que precisa ser feito, fazer mais pelo amor e não pela dor.
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